O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar humanitária. O novo pedido, protocolado nesta quarta-feira (11), alega que Bolsonaro enfrenta multimorbidade grave, com doenças crônicas, sequelas cirúrgicas e alterações neurológicas que representariam risco à vida caso permaneça detido no Batalhão da Papudinha, onde não há ambulatório para atendimento emergencial.
De acordo com a defesa, os exames realizados pela Polícia Federal mostram que o ex-presidente se mantém estável, mas seu histórico clínico inclui múltiplas internações, cirurgias abdominais, episódios de pneumonia aspirativa, apneia do sono grave e hipertensão arterial. A equipe jurídica afirma que a prisão coloca em risco sua integridade física e solicitou, caso necessário, o uso de tornozeleira eletrônica.
Bolsonaro está preso desde novembro de 2025, cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O novo pedido ainda aguarda análise do ministro relator, que deverá decidir se o caso terá nova avaliação médica antes de definir a concessão ou não da medida humanitária.








