A vitória do Clube de Regatas Brasil por 2 a 0 sobre o Sousa Esporte Clube, na noite desta quinta-feira (12), no Estádio Marizão, garantiu a classificação do time alagoano para a quarta fase da Copa do Brasil. Apesar do resultado positivo, a partida ficou marcada por uma polêmica envolvendo uma acusação de injúria racial contra o técnico regatiano, Eduardo Barroca.
A confusão começou aos 14 minutos do segundo tempo, quando o atacante Veraldo, do Sousa, foi expulso após fazer um gesto obsceno em direção à área técnica do CRB. O quarto árbitro flagrou a atitude e comunicou à arbitragem, que aplicou o cartão vermelho. Após a expulsão, o jogador reagiu com irritação e tentou avançar em direção ao treinador adversário.
Companheiros de equipe precisaram conter o atleta, enquanto a partida ficou paralisada por cerca de dez minutos. Na súmula, a arbitragem registrou que Veraldo correu diversas vezes na direção do técnico do CRB após receber o cartão vermelho, aumentando o clima de tensão dentro de campo no Estádio Marizão.
Após o jogo, o presidente do Sousa, Aldeone Abrantes, afirmou que a reação do atacante teria sido motivada por uma suposta ofensa racista feita por Barroca durante a partida. O treinador do CRB negou a acusação e classificou a denúncia como falsa, afirmando que nunca teve qualquer comportamento desse tipo ao longo da carreira.
Barroca explicou que a discussão começou após um lance em que um jogador do Sousa chutou a bola para longe durante um lateral do CRB. Segundo ele, houve apenas uma troca de palavras e o gesto que resultou na expulsão foi observado pelo quarto árbitro. O treinador afirmou ainda que acionou advogados e pretende recorrer à Justiça contra o dirigente paraibano.







