O chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, morreu após um ataque atribuído a Israel, segundo confirmação das autoridades iranianas. A informação foi divulgada pela própria corporação, que não detalhou as circunstâncias da ação, mas indicou que o militar foi alvo direto da ofensiva.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel, Khademi foi morto durante bombardeios aéreos em Teerã, que também deixaram ao menos 25 mortos. Israel assumiu a autoria do ataque e afirmou ter eliminado outro integrante do alto escalão iraniano, Yazdan Mir, ligado à Guarda Revolucionária. Khademi havia assumido o cargo recentemente, após a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, também em um ataque israelense.
A morte ocorre em meio à escalada do conflito na região, que já vitimou outras lideranças iranianas, como Alireza Tangsiri. O cenário de tensão se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitir um ultimato ao Irã sobre a reabertura do Estreito de Hormuz, ameaçando novos ataques caso a rota não seja liberada.
Autoridades iranianas reagiram com críticas duras às declarações de Trump, enquanto o país busca diálogo com Omã para garantir a reabertura da via marítima. A Organização das Nações Unidas também se posicionou contra as ameaças, alertando para o risco de escalada do conflito e pedindo ação da comunidade internacional para evitar uma guerra de maiores proporções.









