O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) uma carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A exoneração deve ser oficializada no Diário Oficial da União (DOU) ainda nos próximos dias, ampliando a crise no núcleo jurídico do governo.
Lewandowski teria protocolado o pedido antes de participar, ao lado de Lula, da cerimônia que marcou um ano dos atos de 8 de Janeiro. No evento, o ministro afirmou publicamente que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados, declaração feita horas antes de sua saída vir à tona.
A decisão ocorre após o veto presidencial à dosimetria das penas, episódio que gerou forte desgaste interno e acelerou o rompimento. A avaliação nos bastidores é de que a divergência tornou insustentável a permanência de Lewandowski à frente da pasta.
Com a saída iminente, o nome mais cotado para assumir o Ministério da Justiça é o do jurista Wellington César Lima e Silva. Ex-ministro no governo Dilma Rousseff (PT), ele tem bom trânsito com Lula e com a ala baiana do governo, e já aparece como favorito para ocupar o cargo em meio à pressão por uma resposta rápida do Planalto.






