27 de fevereiro de 2026
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Após classificação sobre o ASA, Operário-MS solta nota de repúdio sobre confusão em Arapiraca

A eliminação do ASA na Copa do Brasil, na última quarta-feira (26), em Arapiraca, foi marcada por episódios de tensão após o apito final. O Operário Futebol Clube MS SAF, que garantiu classificação inédita à terceira fase, divulgou nota oficial relatando invasão de campo e declarações preconceituosas. O caso ocorreu no Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, o Fumeirão. A situação ganhou repercussão nacional nas horas seguintes.

Segundo o clube sul-mato-grossense, torcedores invadiram o gramado “com facilidade e sem a contenção adequada”, tentando agredir atletas que comemoravam a vaga. A nota aponta fragilidade no aparato de segurança do estádio. O Operário afirma que apenas a intervenção da Polícia Militar de Alagoas garantiu a integridade física da delegação. Após o tumulto, os jogadores receberam escolta até Maceió.

O documento também denuncia falas consideradas discriminatórias atribuídas ao atleta Christian Lucca. De acordo com o relato, o jogador teria dito “vocês moram na roça”, em referência ao fato de o clube ser de Campo Grande (MS). O Operário classificou a declaração como preconceito social e cultural. Para o clube, a manifestação ultrapassa os limites da rivalidade esportiva.

Apesar das críticas, o Operário ressaltou que as falas não refletem a postura institucional do ASA, destacando o tratamento cordial recebido da diretoria arapiraquense. O clube também agradeceu ao CRB pela recepção em Maceió e pela estrutura cedida para a preparação do jogo. A nota enfatiza que segurança é requisito indispensável em qualquer evento esportivo. Situações como a vivenciada, segundo o texto, não podem se repetir.

Na parte final, o Operário reforça que “o futebol exige respeito, responsabilidade e postura”. O clube ainda respondeu à provocação de forma simbólica ao afirmar que “a roça bateu ASAS, voou e está classificada”. O episódio deve gerar desdobramentos nos bastidores da competição. O caso reacende o debate sobre segurança nos estádios e combate ao preconceito no futebol.