A PF (Polícia Federal) começou nesta semana a desligar a central de ar-condicionado que fica ao lado da cela onde está preso desde 22 de novembro do ano passado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. Com a medida, a energia é desligada todos os dias às 19h30 e religada às 7h30 do dia seguinte. Esse é um horário em que não há expediente no prédio da Superintendência da PF no Distrito Federal, apenas o plantão para ocorrências em flagrante.
A central com geradores ao lado da cela de Bolsonaro virou alvo de reclamação dele, de seus familiares e de sua equipe de defesa. O filho Carlos Bolsonaro falou em entrevistas que havia “ruído intenso, alto e constante”, que, segundo ele, estaria causando sofrimento psicológico e impedindo o ex-presidente de dormir e se alimentar adequadamente.
No início deste mês, os advogados do ex-presidente enviaram uma petição aoSTF (Supremo Tribunal Federal) dizendo que a cela não assegura “condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde” de Bolsonaro.
A defesa afirmou que o ruído era contínuo e ocorria ao longo das 24 horas do dia. Segundo os advogados, a situação ultrapassava o mero desconforto e configurava uma perturbação constante à saúde e à integridade do ex-presidente.






