2 de março de 2026
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Apagão digital isola Irã: 90 milhões ficam sem internet após ataques dos EUA e Israel

Cerca de 90 milhões de pessoas no Irã estão sem acesso à internet desde o último sábado (28), após a intensificação dos ataques militares conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos estratégicos iranianos. Dados da organização independente NetBlocks apontam que a conectividade nacional caiu para cerca de 1% do nível normal, configurando um dos maiores apagões digitais já registrados no país. 

O bloqueio já ultrapassa 48 horas e deixou grande parte da população incomunicável com o exterior. Especialistas avaliam que, embora danos à infraestrutura possam ter contribuído para a queda da rede, o apagão também é resultado de uma decisão deliberada do governo iraniano para controlar o fluxo de informações durante o conflito e evitar mobilizações internas. 

A interrupção ocorreu logo após a ofensiva que matou o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, desencadeando uma série de ataques retaliatórios de Teerã contra bases militares americanas e aliados no Oriente Médio. Desde então, confrontos armados e operações cibernéticas passaram a integrar o cenário da guerra regional.

Segundo balanços divulgados pela mídia estatal iraniana, os bombardeios iniciais deixaram ao menos 200 mortos e mais de 700 feridos no país. Em Israel, ataques iranianos atingiram áreas residenciais e provocaram vítimas civis. As primeiras baixas militares americanas também foram registradas após ofensivas contra posições dos EUA no Golfo Pérsico.

Os ataques iranianos já alcançaram países como Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã, ampliando o risco de escalada regional. Analistas internacionais alertam que o isolamento digital dificulta a verificação independente de informações e aumenta a incerteza sobre a real dimensão humanitária do conflito.