A Anvisa determinou, nesta quinta-feira (2), a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A medida atende a um pedido da farmacêutica Eli Lilly, que identificou unidades com irregularidades sendo comercializadas no Brasil.
Segundo a empresa, os produtos falsificados apresentavam números de série inexistentes nos sistemas oficiais e diferenças nas embalagens em relação ao padrão original. Entre os lotes apreendidos estão o D85683, do Mounjaro convencional, e os D880730 e D840678, da versão KwikPen multidose. Até o momento, os responsáveis pela fabricação dos itens adulterados não foram identificados.
Além disso, a Anvisa proibiu a fabricação, importação, comercialização e uso do Tirzec, uma caneta emagrecedora produzida no Paraguai e vendida sem registro sanitário no país. O produto também é alvo de investigação por não ter origem rastreável nos registros da agência.
O caso se soma a um cenário preocupante: a Anvisa já investiga 65 mortes suspeitas relacionadas ao uso de medicamentos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida entre 2018 e 2025. Autoridades alertam para o risco de produtos contrabandeados ou manipulados sem autorização, enquanto fabricantes como a Novo Nordisk reforçam a necessidade de atenção a possíveis efeitos adversos e ao uso seguro desses medicamentos.













