Um aluno com deficiência (PCD) denunciou problemas estruturais e falta de acessibilidade em uma grande faculdade localizada na parte baixa da capital alagoana, após uma reunião com o reitor. Segundo o estudante, ele solicitou o nivelamento do piso da entrada ao lado do minishopping, que estaria “totalmente desnivelado e cheio de crateras”, dificultando a circulação de cadeirantes. De acordo com o relato, ao ouvir a reivindicação, o reitor teria questionado: “Você antes de fazer a matrícula viu a instituição?” e, diante da confirmação, completado: “E por que fez a matrícula? Você já estava ciente da infraestrutura.”
O aluno também relatou problemas constantes no elevador do Bloco A, que, segundo ele, “vive quebrado”, comprometendo o acesso às salas de aula. Durante a reunião, o estudante argumentou que, como PCD, não possui desconto na mensalidade e que o mínimo esperado seria o pleno acesso aos ambientes da faculdade. Ainda conforme o relato, o reitor respondeu que a instituição já teria gasto “pouco mais de uma mensalidade com uma pessoa para te acompanhar em sala e com vigias”. O estudante afirma não ter compreendido a menção aos “vigias”, alegando que nunca recebeu auxílio no estacionamento ou apoio para garantir o uso adequado das vagas preferenciais.
Indignado, o aluno anunciou que pretende gravar um vídeo detalhando a reunião e expondo os problemas de infraestrutura, que, segundo ele, “para pessoas sem deficiência não são nada, mas para cadeirantes são muralhas gigantescas”. Ele cita o artigo 28 da Lei 13.146/2015, a Lei Brasileira de Inclusão, que determina que instituições privadas também têm o dever de assegurar acessibilidade. “Dessa vez não vou ficar calado”, afirmou o estudante, que pede apoio da comunidade para compartilhar o conteúdo e participar de futuras mobilizações em defesa da inclusão e do respeito às pessoas com deficiência.







