Integrantes do grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que o desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Carnaval do Rio, acabou favorecendo a oposição ao satirizar segmentos conservadores e evangélicos. Para esses aliados, a apresentação, especialmente a ala que representava uma família dentro de uma “lata de conserva”, forneceu material para mobilização nas redes sociais e pode afastar eleitores de perfil mais moderado.
Já ministros e parlamentares petistas sustentam que o evento foi bem-sucedido e não deve produzir efeitos negativos nas urnas. A avaliação no partido é que o Carnaval é, por natureza, um espaço de crítica e liberdade artística, e que a repercussão demonstra tentativa da oposição de criar desgaste político onde não haveria. Segundo essa leitura, prevaleceu a imagem de Lula aplaudido na Sapucaí, superando o receio prévio de manifestações contrárias.
Diante da controvérsia, Flávio divulgou vídeo direcionado a eleitores que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita, questionando o uso de recursos públicos e a abordagem religiosa da apresentação. No PT, por sua vez, lideranças afirmam que a reação adversária faz parte da narrativa eleitoral e que o episódio reforçou a presença popular do presidente, sem impacto relevante sobre a disputa de outubro.









