25 de março de 2026
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Alagoano e ícone da música mundial, Hermeto Pascoal denuncia que teve aposentadoria bloqueada

O músico Hermeto Pascoal, de 88 anos, usou as redes sociais na quinta-feira (27) para denunciar que teve sua aposentadoria por idade bloqueada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o ícone da música mundial, o bloqueio inicial ocorreu devido à “falta de prova de vida presencial exigida em Curitiba, cidade onde ele não reside há mais de 10 anos”.

Embora a pendência tenha sido resolvida, um novo bloqueio surgiu. Agora a aposentadoria está presa por “não saque”. O músico afirmou que já solicitou a reativação do benefício, mas ainda não obteve resposta. Além disso, ele informou que o processo de solicitação depende de um aplicativo ou telefone, “canais de difícil acesso, especialmente para idosos dessa faixa etária”.

Veja a íntegra da mensagem de Hermeto Pascoal:

“Hermeto Pascoal, 88 anos, um dos maiores nomes da música brasileira, está com sua aposentadoria por idade bloqueada pelo INSS.

O benefício foi suspenso inicialmente por falta de prova de vida presencial exigida em Curitiba, cidade onde ele não mora há mais de 10 anos. Depois de um longo processo, essa pendência foi finalmente resolvida.

Agora, o benefício segue bloqueado por um novo motivo: “37 – Suspenso por não saque”. Isso ocorre quando o pagamento não é retirado dentro do prazo, e o INSS estorna o valor e interrompe os depósitos. A reativação exige uma nova solicitação, que já foi feita — mas até agora, nada foi resolvido.

Todas as etapas dependem de aplicativo ou telefone, canais que são difíceis de acessar, especialmente para idosos nessa faixa etária.

Casos semelhantes vêm se acumulando. Fernanda Montenegro, por exemplo, teve sua aposentadoria suspensa por ser considerada “morta” no sistema. Martinho da Vila também teve o benefício interrompido. O problema é grave, afeta milhares de pessoas e não pode ser tratado com normalidade.

A aposentadoria é um direito. O Estatuto do Idoso garante prioridade e respeito no atendimento público — mas isso está longe de acontecer na prática.

Esse caso não é um pedido por privilégio. É um alerta sobre como o sistema trata nossos idosos, inclusive aqueles que dedicaram suas vidas à cultura brasileira.”