Os dois adolescentes identificados como suspeitos de maus-tratos contra o cão comunitário Orelha, que morreu após as agressões na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis, retornaram ao Brasil após viagem aos Estados Unidos, informou a Polícia Civil nesta quinta-feira (29). Eles haviam deixado o país depois da morte do animal para uma “viagem pré-programada”, conforme a investigação.
Ao todo, quatro menores são apontados como autores do espancamento. Os outros dois já tinham sido alvos de uma operação policial na segunda-feira (26).
Os nomes, idades e localização dos suspeitos de atacar Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo menores de 18 anos.
O auto de apuração de ato infracional que apura o envolvimento dos jovens foi aberto pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Não há data marcada para eles serem ouvidos.
Três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes, também foram indiciados suspeitos de coagir uma testemunha durante a investigação do caso. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi o vigilante de um condomínio, que teria uma foto que poderia ajudar a esclarecer o crime.








