A bióloga Neirevane Nunes, coordenadora do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) e autora da denúncia, afirma que a fábrica da empresa, chamada de Profertil e localizada em Santa Luzia do Norte, tem um longo histórico de crimes ambientais, da época em que pertencia ao Grupo Carlos Lyra.
“Há relatos de vazamentos de produtos químicos, contaminando tanto o subsolo da região, quanto a camada atmosférica do município, nas proximidades da unidade de fabricação de ácido sulfúrico”, comentou Neirevane. Ela conta também que a população já fez várias denúncias e que há casos de pessoas que estavam morrendo por insuficiência respiratória devido à poluição atmosférica causada pelos altos níveis de substâncias químicas emitidas pela empresa.
“Adquirida pela Timac Agro, a Profertil mudou de nome, mas seu histórico de crimes ambientais permanece, até como sinal de alerta”, acrescentou Neirevane. Ela cita, inclusive, que quando a fábrica estava ligada ao Grupo Carlos Lyra, além dos problemas ambientais a fábrica também apresentava questões trabalhistas.












