Colegas do gari Laudemir de Souza Fernandes, morto a tiros no último dia 11 em Belo Horizonte, pediram para mudar de rota de trabalho após o crime. O pedido foi feito por causa do trauma vivido no momento do assassinato, cometido pelo empresário René Nogueira Júnior, que confessou o disparo após uma discussão de trânsito. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a empresa terceirizada Localix ofereceu assistência psicológica aos trabalhadores.
Segundo a administração municipal, dois garis tiveram suas rotas alteradas, enquanto outros dois colegas, incluindo a motorista do caminhão de lixo, estão de férias. A rota em que Laudemir foi morto continua sendo executada normalmente, mas com outros profissionais. O crime aconteceu quando o gari substituía um colega que estava afastado por motivo de saúde.
Testemunha do caso, a motorista Eledias Rodrigues relatou à polícia que René Nogueira Júnior a ameaçou antes de atirar em Laudemir. Ela descreveu o gari como uma pessoa tranquila, prestativa e querida pelos colegas de trabalho. Laudemir tinha 10 anos de atuação como coletor de resíduos e sustentava a filha de 15 anos e a mãe, que dependia dele para a compra de medicamentos.
René Nogueira Júnior teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. As investigações apontam que o crime foi motivado por uma discussão de trânsito, quando o empresário exigiu passagem para o seu carro. O advogado Tiago Lenoir, que representa a família, classificou o ato como brutal e desrespeitoso contra um trabalhador que cumpria uma função essencial.








