O Supremo Tribunal Federal (STF) pautou em tempo recorde o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados pela trama golpista de 8 de janeiro. Apenas 48 horas após o fim do prazo das alegações finais, o ministro Alexandre de Moraes pediu a inclusão do processo, que será julgado a partir de 2 de setembro pela Primeira Turma. O caso chegará ao plenário 144 dias depois da abertura da ação penal.
A rapidez contrasta com a demora no julgamento da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal, acusada de omissão nos atos golpistas. Os PMs são réus há mais de 500 dias, e o processo está pronto desde 2 de maio, mas permanece sem desfecho.
Mesmo após duas tentativas de levar o caso ao plenário virtual, Moraes recuou em ambas às vésperas do julgamento, sem apresentar justificativas. Com isso, os militares aguardam há mais de 100 dias desde a entrega das alegações finais.
Enquanto Bolsonaro já tem data definida para o julgamento, a situação dos policiais militares segue indefinida, evidenciando a diferença no ritmo imposto pelo STF entre os processos relacionados ao 8 de janeiro.








