21 de março de 2026
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Hugo Motta ‘lava as mãos’ e deve deixar faltas de Eduardo Bolsonaro levarem à cassação do Deputado 

Eduardo Bolsonaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu não interferir no caso de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que segue nos Estados Unidos mesmo após o fim da licença do mandato. A estratégia é deixar que o regimento da Casa leve à cassação automática por faltas.

Aliados confirmam que Motta não pretende pautar nem os pedidos de cassação apresentados por governistas, nem projetos que buscam legalizar o exercício do mandato do exterior. Com a ausência prolongada, Eduardo pode perder o mandato no início de novembro, ao atingir o limite de 43 faltas sem justificativa.

Enquanto isso, aliados de Eduardo buscam alternativas para mantê-lo no cargo, como propostas para permitir o trabalho remoto ou prorrogar sua licença. O parlamentar alega que, caso volte ao Brasil, será preso por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

A oposição acompanha de perto e já apresentou pedidos de suspensão cautelar, além de acionar o STF. Ainda assim, Hugo Motta mantém a posição de não interferir diretamente, aguardando que a ausência leve ao desfecho automático.