Durante o Mundial de Clubes da Fifa em Nova York, a presença de torcedores brasileiros movimentou o comércio americano. Palmeiras e Fluminense levaram milhares de fãs à metrópole, que lotaram lojas como a da Apple na 5ª Avenida, gastando em média mais de US$ 2 mil por pessoa, segundo estimativas de um banco digital. Com pelo menos 25 mil torcedores vindos do Brasil, o consumo direto pode ter injetado cerca de US$ 55 milhões na economia local — sem contar o lucro com a venda de passagens operadas em maioria por companhias aéreas dos EUA.
Enquanto isso, os clubes brasileiros classificados para as oitavas — Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras — somam juntos US$ 107,4 milhões em premiações brutas da Fifa. No entanto, cerca de 30% desse valor é retido em impostos americanos, o que reduz o ganho líquido a pouco mais de US$ 75 milhões. Isso significa que, só com o turismo gerado pelos brasileiros, os EUA já arrecadam quase o equivalente ao que os clubes embolsam em campo.
Além do lucro imediato com comércio e voos, os EUA ainda reforçam sua posição como um dos destinos mais lucrativos com a chegada de turistas brasileiros. Dados oficiais mostram que o Brasil figura entre os países que mais gastam em solo americano. Em 2022, os visitantes do Brasil deixaram US$ 6,1 bilhões no país, o que ajuda a explicar por que eventos esportivos como o Mundial de Clubes são vistos como grandes oportunidades econômicas para os anfitriões.











