Os vereadores de Maceió discutiram, nesta quinta-feira (13), a mais recente nota técnica sobre o desabamento do solo nos bairros da capital alagoana, provocado pela mineração da empresa Braskem. O debate foi iniciado pelo vereador Allan Pierre (MDB), que destacou a responsabilidade da Câmara Municipal em acompanhar o tema.
O vereador Leonardo Dias (PL) afirmou que teve conhecimento do documento há cerca de 15 dias e defendeu a realização de uma audiência pública para discutir os novos dados apresentados. Já o vereador delegado Thiago Prado pediu cautela, alertando que não é momento para alarde, mas sim para uma análise detalhada das informações divulgadas.
A vereadora Teca Nelma ressaltou a importância de lembrar as famílias que já sofreram com o desastre, mencionando os moradores dos Flexais, que continuam reivindicando realocação.
A discussão ocorre após a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) divulgar, na última terça-feira (11), uma Nota Técnica do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), elaborada em abril de 2022. O documento aponta que os danos causados pela mineração da Braskem vão além da área oficialmente delimitada. Segundo o relatório, há indícios de afundamento do solo nos Flexal de Cima, Flexal de Baixo, Bom Parto e Marquês de Abrantes, bairros que não estavam na área de risco oficial. Além disso, foram detectadas movimentações de solo além da Avenida Fernandes Lima.
Em resposta, a Defesa Civil de Maceió afirmou que a inclusão de novas áreas no Mapa de Linhas de Ações Prioritárias passa por critérios rigorosos de avaliação, validados pela Defesa Civil Nacional e pelo Serviço Geológico do Brasil.
O tema seguirá em debate na Câmara Municipal, com expectativa de novas medidas para proteger os moradores e esclarecer os impactos da mineração na capital alagoana.








