Gasto com auxílio a detentos no governo Lula é 41% menor do que na gestão Bolsonaro

Lula
Brasil, São Bernardo do Campo, SP, 26/10/2014. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e visto do lado de fora da Escola Estadual José Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, onde vota durante as eleições presidenciais de 2014. - Crédito:RICARDO TRIDA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:205479

O pagamento do Auxílio-Reclusão atingiu, nos dois primeiros anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o menor nível da última década. Em 2023 e 2024, o governo destinou R$ 591 milhões ao benefício, valor que representa pouco mais da metade do gasto nos primeiros dois anos do governo Jair Bolsonaro, que somou R$ 1 bilhão.

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A redução também se reflete no número de beneficiários. Em 2015, cerca de 44 mil presos receberam o auxílio anualmente, enquanto em 2024 esse número caiu para 14,9 mil – uma queda de 66%. Esse total corresponde a apenas 1,6% da população carcerária do país, atualmente com 888 mil pessoas.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reajustou o valor do benefício em 2024, seguindo a variação do INPC, elevando o teto do Auxílio-Reclusão de R$ 1.412 para R$ 1.518. No entanto, segundo o Ministério da Previdência Social, a redução dos pagamentos é reflexo das mudanças na legislação do benefício feitas em 2019, durante o governo Bolsonaro.

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