A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou sete pedidos de investigação para a Justiça Federal do DF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Cinco desses pedidos foram apresentados em 2021 ao Supremo por declarações de Bolsonaro em torno das comemorações do 7 de setembro. Parlamentares e entidades alegam que as falas de Bolsonaro “amplificam e reverberam a retórica antidemocrática e golpista”, o que pode caracterizar crime.
Cármen Lúcia afirmou que, como Bolsonaro não é mais presidente e não possui mais nenhum mandato, ele não tem mais foro privilegiado na Corte. Portanto, não é mais responsabilidade do Supremo avaliar os pedidos de investigação.
Um dos casos encaminhados para a primeira instância da Justiça é uma investigação feita por deputados devido a uma declaração de Bolsonaro associando o peso de um homem negro a arrobas. Parlamentares do PSOL e PT consideram isso crime de racismo. Já a ministra também encaminhou pedido de investigação contra Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres por supostos crimes de responsabilidade e prevaricação em relação a uma “motociata” que participaram em Orlando, nos Estados Unidos, em junho do ano passado.










