O Brasil fechou o ano de 2022 em 94° lugar no principal ranking sobre corrupção do mundo, o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional. O ranking conta com 180 países e a pontuação vai de 0 a 100, o Brasil possui 38 pontos tendo um abismo enorme comparado com a Dinamarca que lidera o ranking com 90 pontos.
“Os 38 pontos alcançados pelo país em 2022 representam um desempenho ruim, e o coloca abaixo da média global (43 pontos), da média regional para América Latina e Caribe (43 pontos), da média dos BRICS (39 pontos) e ainda mais distante da média dos países do G20 (53 pontos) e da OCDE (66 pontos)”, aponta o documento.
A instituição divulgou também o documento Retrospectiva Brasil 2022, aonde salientou a interferência de Bolsonaro em órgãos de controle para “blindagem própria, de familiares e aliados e captura de órgãos de Estado para interesses políticos, com destaque para a PGR (Procuradoria-Geral da República), PF (Polícia Federal), PRF (Polícia Rodoviária Federal), Abin (Agência Brasileira de Inteligência), GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), Receita Federal, CGU (Controladoria-Geral da União), Ministério da Justiça e Segurança Pública e Forças Armadas”, afirma o texto.
Ainda na avaliação da Transparência Internacional sobre o Brasil, outros fatores que influenciaram a piora do país no ranking foi o “orçamento secreto” e a exacerbação da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).











