4 de março de 2026
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Lula e Bolsonaro trocam farpas na Internet sobre a situação “desumana” dos Yanomami.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste sábado(21) viajou á Roraima juntamente com outros três ministros, lá eles verificaram a situação dos povos indígenas Yanomami, o presidente alegou que a condição em que eles se encontram é “desumana” e anúnciou algumas medidas para ajudar a população da região. Na manhã desde domingo(22) o presidente através de suas redes sociais responsabilizou o antigo governo por esta situação, “Mais que uma crise humanitária, o que vi em Roraima foi um genocídio. Um crime premeditado contra os Yanomami, cometido por um governo insensível ao sofrimento do povo brasileiro.”

“Não haverá mais genocídios. A humanidade tem uma dívida histórica com os povos indígenas, que preservam o meio ambiente e ajudam a conter os efeitos das mudanças climáticas. Essa dívida será paga, em nome da sobrevivência do planeta” concluiu.

Em resposta a Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro(PL) alegou que a realidade mostrada é falsa, “mais uma farsa da esquerda”, diz Bolsonaro; ele publicou ainda em seu canal oficial do Telegram ações de seu governo no território indígena.

“Os cuidados com a saúde indígena são uma das prioridades do governo federal. De 2019 a novembro de 2022, o Ministério da Saúde prestou mais de 53 milhões de atendimentos de Atenção Básica aos povos tradicionais, conforme dados do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS, o SasiSUS”, destacou Bolsonaro.

O ex-presidente apontou ainda as medidas sanitárias criadas com o intuito de proteger as populações indígenas durante a pandemia da Covid-19, “O Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus em Povos Indígenas é o legado de um planejamento que atendeu os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) e englobou diversas iniciativas a partir de 2020. Assim, foi possível ampliar 1,7 mil vagas no quadro de profissionais na saúde indígena e a contratação de 241 profissionais”, destacou.