3 de abril de 2026
Carregando...

Fale com a redação e faça sua sugestão de pauta

Golpes com uso de Inteligência Artificial enganam usuários com imagens de celebridades

 

William Bonner, Luciano Huck, Dráuzio Varella, Marcos Mion, Sandra Annenberg e Ana Maria Braga tornaram-se vítimas de criminosos que utilizam inteligência artificial para criar anúncios falsos na internet. Os golpistas, visando lucro, manipulam a imagem e até a voz de personalidades para veicular anúncios fraudulentos em redes sociais. Essa prática envolve não apenas o uso indevido de imagens, mas também a promoção de produtos fictícios, resultando em golpes financeiros.

Além das celebridades, indivíduos anônimos também têm suas imagens e vozes manipuladas em anúncios fraudulentos, que são impulsionados e direcionados para públicos específicos. A vítima, Dráuzio Varella, expressou a indignação ao saber que sua imagem estava sendo utilizada de forma enganosa. O jornalista William Bonner ressaltou que essa prática representa não apenas um crime relacionado à propaganda de produtos, mas também um risco envolvendo propaganda política, ambas utilizando inteligência artificial para simular situações fraudulentas.

Além dos impactos nas vítimas famosas, instituições financeiras também são alvos desses golpes, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O diretor de Compliance e Riscos do banco, Luiz Navarro, destacou a dificuldade em evitar essas fraudes e a necessidade de buscar reparação judicial contra os responsáveis. O Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar) possui um código de ética, mas enfrenta desafios na negociação com as redes sociais, que ainda não aderiram à autorregulação.

As redes sociais, como TikTok e Meta, alegam que o marco da internet de 2014 garante a liberdade de expressão e afirmam ter políticas para evitar a disseminação de conteúdo fraudulento. No entanto, a complexidade do cenário destaca a necessidade de maior colaboração entre órgãos reguladores, empresas e plataformas para coibir efetivamente essas práticas ilícitas na internet brasileira.