12 de março de 2026
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Envolvido Em Polêmicas E Com Irmão Nomeado Por Paulo Dantas, Atuação Do Defensor Público De Alagoas É Questionada Internamente

A atuação do Defensor Público de Alagoas, Ricardo Melro, vem causando um grande desconforto dentro da própria instituição. Um dos motivos é o fato do irmão dele, Fernando Fortes Melro, ocupar um cargo de diretoria na gestão do Governador Paulo Dantas. Fernando é o Diretor Geral do Hospital Geral do Estado, controlando a maior unidade de saúde de Alagoas. Nas últimas semanas, ele tem ganho notoriedade nacional, ao polemizar contra a prefeitura de Maceió no debate sobre a revisão do mapa de risco e realocação de moradores. O defensor chegou a chamar de mentirosa a gestão municipal, durante entrevista recente a um telejornal, afirmando que o Executivo não quer se comprometer com novas medidas.

Extremamente militante nas redes sociais, Ricardo Melro não poupa críticas ao prefeito JHC e, frequentemente, curte postagens de Renan Filho, Renan Calheiros e Paulo Dantas, o que provoca constrangimento em alguns integrantes da Defensoria. “VAR não pode ter time”, diz um servidor em reserva. No entanto, no caso da Braskem, foi o próprio Ricardo que assinou, em 2019, o acordo repassando os territórios e imóveis atingidos pelo afundamento dos bairros à mineradora. No mesmo texto, a cláusula 32 afirma que a empresa é responsável pela desocupação das pessoas dos 5 bairros atingidos, mas não pelos problemas no solo. Ricardo Melro assumiu a Defensoria Pública em 2016, os tremores de terra e rachaduras nas comunidades começaram em 2018.

Sob a gestão do atual governador, que passou a comandar como tampão em abril de 2022, o orçamento da Defensoria saltou de R$ 61 milhões para 84,3 milhões por ano. Crescendo mais de um terço de seu valor em dois anos. O maior percentual de aumento entre todos os repasses do Governo do Estado, superando até mesmo as recomposições da Assembleia Legislativa.

Ricardo acumula várias polêmicas ao longo de seu extenso mandato enquanto Defensor Público. Em 2011, ele chegou a defender que as alagoanas tivessem filhos em Pernambuco ou Sergipe, enquanto o estado atravessava uma crise em UTI Neonatais por falta de leito.

Fonte: Quarto Poder