Uma operação coordenada entre autoridades brasileiras e a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) foi desencadeada para prender dois brasileiros que estão atualmente no Líbano, suspeitos de participar do planejamento de atos terroristas no Brasil. Ambos têm dupla nacionalidade, brasileira e libanesa, e tiveram mandados de prisão decretados no Brasil. Os nomes dos suspeitos já constam na lista da Interpol, mas devido à sua nacionalidade libanesa, eles só poderão ser presos se saírem do território libanês ou retornarem ao Brasil.
As investigações apontam que brasileiros, alguns com histórico criminal, estavam sendo aliciados e contratados por comandantes do Hezbollah no Líbano para promover ataques no Brasil. Alguns desses brasileiros fizeram viagens recentes a Beirute para encontros com membros do grupo terrorista, onde foram definidos valores pela colaboração em atos terroristas, lista de alvos a serem atacados e recrutamento de executores.
Além dos suspeitos no exterior, a Polícia Federal também prendeu dois brasileiros em território nacional, como parte da Operação Trapiche, que investiga atividades terroristas no Brasil. As prisões temporárias têm duração de 30 dias, e a operação resultou na apreensão de celulares, computadores, agendas e anotações, enquanto a investigação continua para analisar o material apreendido e desvendar a extensão do plano terrorista no país.













