Uma polêmica tomou conta do cenário político nesta semana com a contratação, sem licitação, da LCM Construção e Comércio pelo governo federal para seis obras totalizando R$ 196 milhões. A empresa, presidida por Luiz Otávio Fontes Junqueira, enfrenta acusações do Ministério Público Federal por improbidade administrativa e superfaturamento de obras, especialmente na construção de um hospital no Pará. Os serviços serão prestados para o Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes, o que levanta questionamentos sobre a legalidade e transparência do processo.
O histórico da LCM com o DNIT é marcado por participações em licitações, somando um montante impressionante de R$ 1,5 bilhão durante o governo Lula 3. A empreiteira foi escolhida em 29 ocasiões pela autarquia. Recentemente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente no lançamento de mais uma obra da LCM: a duplicação, adequação e restauração da BR-423/PE, no agreste pernambucano. Os contratos sem licitação incluem obras na BR-226 e na BR-316 no Maranhão, na BR-280 e na BR-470 em Santa Catarina, além de projetos no Amazonas, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os maiores contratos sem concorrência pública envolvem serviços na BR-226 e na BR-316, no Maranhão, no valor de R$ 79,5 milhões; na BR-280, em Santa Catarina, no valor de R$ 51,5 milhões; e na BR-470, também em Santa Catarina, no valor de R$ 46,4 milhões. Além disso, há contratos no Amazonas no valor de R$ 8,2 milhões, em Rondônia no valor de R$ 7,9 milhões e no Rio de Janeiro no valor de R$ 2,7 milhões, levantando preocupações sobre a transparência e a integridade dos processos de contratação no país.









