Tudo indica que os criminosos que assassinaram os médicos Diego Bonfim, Perseu Ribeiro e Marcos Corsato no Rio de Janeiro foram justiçados pelos próprios comparsas, depois de um julgamento realizado por videoconferência de dentro do Presídio Bangu 3, no Rio de Janeiro.
A decisão de executar os assassinos dos médicos não cumpriu nenhum dos objetivos do direito penal. Aconteceu apenas porque o acontecido atraiu uma atenção indesejada para o Comando Vermelho.
Diante dessa situação, o governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública Ricardo Capelli deram entrevistas nesta sexta-feira (6), dizendo que o fato de os corpos dos supostos assassinos terem sido encontrados em carros abandonados não vai interromper as investigações.
“É óbvio que eles já sabiam quem tinha sido, foram à frente e puniram. Tem que ver se foram todos, se tinha mais gente envolvida. A investigação não muda em nada”, disse o governador.
“O Brasil possui leis, possui regras, tem um Estado de Direito que precisa e será respeitado. Não tem cabimento a gente dizer que organizações criminosas cometem um crime e elas mesmas resolvem esse crime. Não é lei da selva e o inquérito vai continuar”, afirmou Capelli.
Isso porque os três médicos foram vítimas inocentes de uma guerra entre milicianos e traficantes que ocorre há meses na zona oeste do Rio. A investigação da polícia foi rápida porque os assassinos já vinham sendo monitorados, inclusive com escutas telefônicas. Entretanto, o que importa para quem teme pela própria vida e pela vida de pessoas próximas é que o monitoramento dos acusados não impediu a morte dos médicos.








