O movimento islâmico armado Hamas bombardeou Israel na manhã deste sábado (7) em um ataque surpresa considerado um dos maiores sofridos pelo país nos últimos anos. Segundo os serviços de emergência de Israel, até o momento 49 pessoas morreram e outras 740 ficaram feridas. Os ataques aconteceram principalmente na parte sul do país. Milhares de foguetes foram lançados e, em comunicado, os militares de Israel afirmaram que “vários terroristas infiltraram-se no território israelita a partir da Faixa de Gaza”.
Em resposta, Israel atacou alvos em Gaza, preparando o cenário para o que poderia ser uma nova rodada de combates pesados. Nas primeiras horas da invasão do Hamas, mais de 2,5 mil foguetes foram lançados contra Israel. Sirenes antiaéreas soaram nas principais cidades de Israel, inclusive em Tel Aviv e em Jerusalém. De acordo com a imprensa israelense, pelo menos 35 civis teriam sido sequestrados pelos militantes do grupo fundamentalista islâmico. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está “em guerra” com a “milícia radical”.
Netanyahu ordenou a convocação de reservistas e ordenou que o exército limpasse as cidades infiltradas de militantes do Hamas que ainda estavam envolvidos em tiroteios com soldados. “Estamos em guerra”, disse Benjamin. “Não (em) uma ‘operação’, não (em) um ‘ataque’, mas em guerra”. O líder da ala militar do Hamas, Mohammed Deif, anunciou o início do que ele chamou de “Operação Tempestade Al-Aqsa”. “Já chega”, disse Deif em uma mensagem gravada, na qual conclamou os palestinos a participarem da luta. O Hamas disparou mais de 5 mil projéteis contra Israel, acrescentou.










