4 de abril de 2026
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Renan Calheiros encontra dificuldades e petistas no senado não querem CPI da Braskem

Brasília - Presidente do Senado, Renan Calheiros na votação da PEC que inclui a mulher vítima de violência entre os beneficiários da política de assistência social prevista pela Constituição (Wilson Dias/Agência Brasil)

O senador Renan Calheiros, dedicando-se intensamente a questões relacionadas a Alagoas, parece estar encontrando menos ocupação em Brasília, talvez para não interferir nas ações de Filho. Nesse contexto, Renan Calheiros está empenhado na criação da CPI da Braskem, não necessariamente para esclarecer as décadas de atividades da mineradora, já que ele foi presidente da Salgema durante seu auge no estado, mas sim para beneficiar as finanças estaduais.

Entretanto, uma barreira surge em seu caminho, pois o PT no Senado, seguindo a orientação do presidente Lula e da Petrobras, não apoia a criação da comissão. Até o momento, apenas o senador petista Paulo Paim, que não é uma figura destacada no partido, assinou o pedido, que também conta com a assinatura de Damares Alves.

A questão principal é que a iniciativa política pode afetar o valor da empresa, uma vez que a maior parte dela pertence à Petrobras, uma preocupação compartilhada pela estatal e pelo governo federal. Apesar da resistência, a CPI já possui as assinaturas necessárias para ser instaurada e pode desempenhar um papel crucial no aumento do valor da indenização solicitada pelo governo de Alagoas à Braskem.