2 de abril de 2026
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Desincompatibilização eleitoral: 18 ministros deixam governo Lula para disputar eleições

Ao menos 18 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixaram seus cargos nesta semana para disputar as eleições gerais de outubro. As saídas atendem à exigência da legislação eleitoral, que determina o afastamento de ocupantes de cargos públicos até seis meses antes do pleito, prazo que se encerra em 4 de abril. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

A chamada desincompatibilização, prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral, tem como objetivo evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral e garantir equilíbrio na disputa. A regra também se aplica a governadores, prefeitos, magistrados, membros de tribunais de contas e dirigentes de órgãos públicos.

Entre os nomes que deixam o governo está Renan Filho, que deve concorrer ao Governo de Alagoas, e Marina Silva, cotada para disputar uma vaga no Senado. O movimento reforça o peso político do pleito deste ano, considerado estratégico por envolver a renovação de 54 cadeiras no Senado Federal.

O descumprimento do prazo de afastamento pode tornar o pré-candidato inelegível, conforme a Lei da Inelegibilidade. Já parlamentares, como deputados e senadores, não precisam deixar seus mandatos para concorrer à reeleição ou a outros cargos. O presidente da República, por sua vez, só precisa se afastar caso dispute uma função diferente da reeleição.