O Ministério Público Federal (MPF) determinou a instauração de inquérito para investigar a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), que fez blackface durante sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em 18 de março, por racismo e transfobia. O órgão determinou o envio do caso à Polícia Federal, após uma notícia-crime protocolada por integrantes da Bancada Feminista do PSOL. A parlamentar nega ter cometido ilegalidades.
Fabiana se pintou de marrom no plenário, enquanto fazia um discurso criticando a escolha da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ela afirmou que mulheres trans não são mulheres, e tentou fazer uma comparação dizendo que, ao se pintar, de preto, também não viraria uma pessoa negra.
O MPF pediu que Fabiana seja ouvida, assim como as deputadas que reagiram à conduta dela no plenário, e citou a possibilidade de irregularidades na autodeclaração racial da parlamentar em pleitos passados.
Fabiana se declarou parda à Justiça Eleitoral ao oficializar sua candidatura em 2022 e recebeu recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinado a candidatos negros. Durante seu discurso na Alesp, entretanto, ela mesmo disse ser “uma pessoa branca” e, em 2020, quando ela foi candidata a vice-prefeita de Barrinha (SP), ela se declarou como branca à Justiça Eleitoral.
“Em minha manifestação, afirmei meu respeito pelas pessoas que sofrem com violência e preconceito racial, deixando claro que o simples fato de aplicar uma base escura sobre minha pele não me permitiria saber do sofrimento de tantos brasileiros que sofrem diariamente o inaceitável preconceito.”, afirmou a deputada.








