A Justiça determinou que a Unimed autorize a realização de exame de próstata para uma mulher trans, ao entender que a indicação médica deve prevalecer sobre critérios administrativos. A decisão considerou que a paciente mantém características biológicas que exigem acompanhamento preventivo adequado.
O caso teve origem após a negativa do plano de saúde em cobrir o procedimento, sob a justificativa de incompatibilidade com o gênero registrado. Para o Judiciário, essa recusa pode representar risco à saúde, já que impede o diagnóstico precoce de possíveis doenças e desconsidera a realidade clínica da paciente.
Com o entendimento, a Justiça reforça que operadoras devem garantir atendimento com base nas necessidades médicas individuais. Segundo O Globo, a decisão também amplia a discussão sobre o acesso da população trans a serviços de saúde, destacando a importância de políticas inclusivas e do respeito às especificidades de cada paciente.








