O presidente da CPMI do INSS e senador Carlos Viana (Podemos-MG) criticou, nesta quinta-feira (26), o que classificou como “justiça seletiva” após a derrubada da prorrogação da comissão pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo o parlamentar, a decisão sobre a continuidade dos trabalhos foi analisada com rapidez incomum, enquanto outros pedidos apresentados pelo colegiado permanecem sem resposta até o momento.
Viana afirmou que decisões da Corte também teriam interferido diretamente no andamento das investigações, impedindo, por exemplo, votações em bloco e barrando medidas consideradas relevantes pela comissão, como a quebra de sigilo de um filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o senador, essas intervenções comprometem a autonomia do Legislativo e dificultam o avanço das apurações conduzidas pela CPMI.
Na avaliação do parlamentar, esse tratamento desigual entre diferentes demandas reforça a percepção de concentração de poder no Judiciário, em detrimento do papel constitucional do Congresso Nacional. Ele defendeu maior equilíbrio entre os Poderes e afirmou que o Legislativo precisa ter garantidas as condições necessárias para exercer plenamente sua função de fiscalizar e investigar, sem interferências que, segundo ele, prejudiquem o interesse público.






