O nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apareceu no contexto da operação da Polícia Federal deflagrada nessa quarta-feira (25) que investiga fraudes na Caixa Econômica Federal associadas ao Comando Vermelho. Segundo informações, ele teria atuado como consultor do grupo Fictor e mantinha proximidade com o empresário Luiz Philippe Rubini, ex-sócio da empresa e um dos alvos da ação. O CEO do grupo, Rafael Góis, também é investigado.
De acordo com a Folha de S.Paulo, Lulinha seria responsável por intermediar contatos entre a empresa e o governo federal em 2024, atuando de forma discreta. A relação entre os empresários teria contribuído para a entrada de Rubini no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), órgão consultivo da Presidência, além de sua participação em articulações no Senado ligadas ao mercado financeiro.
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que ele conhece Rubini, mas negou qualquer vínculo profissional com o empresário ou com o grupo Fictor. Segundo o advogado, o filho do presidente vive na Espanha desde 2024. O grupo, que já tentou adquirir o Banco Master em 2024, enfrenta atualmente recuperação judicial, com dívidas que ultrapassam R$ 4,2 bilhões.








