A morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Santana, inicialmente tratada como natural, passou a ser investigada como homicídio e gerou forte comoção em Alagoas. Diante de depoimentos de internos e provas reunidas, o Ministério Público de Alagoas denunciou os proprietários da Comunidade Terapêutica Luz e Vida, localizada em Marechal Deodoro, pelos crimes de homicídio mediante tortura e cárcere privado, pedindo a prisão preventiva do casal.
Segundo a investigação, Cláudia procurou a clínica para tratamento de dependência química, mas acabou submetida a um ambiente de violência. A denúncia aponta que ela foi mantida além do período contratado, dopada com grande quantidade de medicamentos e agredida fisicamente de forma recorrente, inclusive com uso do golpe conhecido como “mata-leão”, até morrer.
O Ministério Público também incluiu uma tia da vítima como partícipe, por ter autorizado a permanência da esteticista no local por mais tempo que o previsto, mesmo contra a vontade dela. Para o promotor do caso, essa decisão contribuiu diretamente para o cárcere privado e, consequentemente, para o desfecho fatal.
Laudos do Instituto Médico Legal apontaram a presença de diversos fármacos no organismo da vítima, indicando que ela estava sob efeito de medicação em excesso antes de morrer. A causa da morte foi associada a espancamento e asfixia, reforçando a tese de tortura contínua dentro da instituição.
Além da denúncia, o MP solicitou mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados e análise de dispositivos eletrônicos da clínica, com o objetivo de reunir mais provas. O caso segue sob investigação e já é considerado um dos mais graves envolvendo comunidades terapêuticas no estado.








