Novos desdobramentos de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em concursos públicos colocam o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier, no centro de um suposto esquema criminoso. Segundo as investigações, ele seria o líder de uma organização que atuava fraudando certames em estados como Alagoas, Pernambuco e Paraíba. O caso ganhou grande repercussão e deve ser destaque em rede nacional no programa Fantástico.
De acordo com depoimentos obtidos por meio de delação premiada, o delegado foi apontado como “figura central” do grupo. Há indícios de que ele teria assumido o comando da organização após ameaçar integrantes e determinar a continuidade das fraudes, utilizando até um policial civil como intermediário para coagir membros. Também existem suspeitas de que pessoas próximas, incluindo sua esposa, tenham sido beneficiadas pelo esquema.
As investigações revelaram ainda um esquema sofisticado, com divisão de tarefas, manipulação de resultados e negociações que poderiam chegar a R$ 500 mil por aprovação. A Polícia Federal identificou padrões suspeitos, como respostas idênticas entre candidatos e aplicação de provas em locais estratégicos. O grupo teria atuado em concursos importantes, como o CNU, além de seleções da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, UFPB e polícias civis, com pelo menos 16 pessoas beneficiadas.






