O deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, está em Brasília, reunido com sua equipe técnica, concentrado na fase final de elaboração do relatório da comissão. Enquanto aguarda a decisão do recurso que pede a prorrogação dos trabalhos no Supremo Tribunal Federal, o parlamentar estrutura um relatório técnico que poderá indicar mais de 200 indiciamentos relacionados a irregularidades que afetaram aposentados e pensionistas brasileiros.
O documento vem sendo construído desde o início da CPMI, com base na análise de dados, documentos e depoimentos, reunindo um volume expressivo de provas sobre falhas e possíveis fraudes no sistema previdenciário.
“Desde o primeiro dia de trabalho na CPMI, nós estamos produzindo um relatório baseado em documentos, dados e depoimentos. O relatório estará pronto para ser apresentado na quarta-feira, se for necessário. Mas deixando claro que tivemos diversos percalços ao longo do percurso. Primeiro, testemunhas que não compareceram por autorização judicial e, depois, documentos que foram retirados de nossas análises. Há necessidade de prorrogação do prazo. Não havendo prorrogação, haverá relatório na quarta-feira, lido em plenário”, afirmou Alfredo Gaspar.
O relator também destacou a dimensão da investigação, que envolve milhões de dados e documentos analisados pela equipe técnica. “Só para se ter uma ideia da grandiosidade, hoje já temos mais de 200 nomes sob investigação e possivelmente serão indiciados. Não é um relatório qualquer. É um relatório que vai trazer robustez na apreciação dos dados. Independentemente de ter prestado ou não depoimento, isso não irá influenciar no indiciamento, já que estamos fazendo uma análise profunda em todos os documentos que chegaram à comissão”, completou.









