A recente alta dos combustíveis no Brasil voltou a provocar filas de veículos com placas brasileiras nos postos de Ciudad del Este, no Paraguai, cidade localizada do outro lado da Ponte da Amizade, em frente a Foz do Iguaçu. Motoristas brasileiros têm atravessado a fronteira em busca de preços mais baixos, retomando uma prática comum em períodos de reajuste nas bombas nacionais. O movimento aumentou especialmente nas primeiras semanas de março. A diferença de valores reacendeu o fluxo intenso na região fronteiriça.
O aumento ganhou força após a Petrobras anunciar reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel, enquanto a média da gasolina no Brasil chegou a R$ 6,58 na segunda semana do mês. Com isso, abastecer no país vizinho voltou a ser economicamente vantajoso para moradores da região. A comparação direta entre os preços impulsiona a decisão dos motoristas. O impacto é visível no crescimento do movimento nos postos paraguaios.
No Paraguai, a estatal Petropar comercializa a Nafta Kape 88 (gasolina comum) por cerca de R$ 4,05, a Nafta Oikoite 93 (aditivada) por R$ 4,44 e a Nafta Aratiri 97 (premium) por R$ 5,49. A média entre os três tipos gira em torno de R$ 4,66 por litro. Em Foz do Iguaçu, a gasolina comum varia entre R$ 5,84 e R$ 6,29. A diferença pode chegar a R$ 2,24 por litro em relação ao combustível mais barato no lado paraguaio.
A principal explicação para a disparidade está na carga tributária brasileira, responsável por cerca de 56% do preço final da gasolina. Tributos como ICMS, CIDE e PIS/Cofins elevam o custo ao consumidor no Brasil, enquanto no Paraguai as alíquotas são menores. Para quem busca residência, abertura de empresa ou investimentos no país vizinho, a Imigra Paraguai oferece acompanhamento especializado. A empresa mantém atendimento prioritário para empresários, investidores e famílias interessadas no processo.






