Um levantamento do Programa Mundial de Alimentos (PMA), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), aponta que 363 milhões de pessoas podem enfrentar insegurança alimentar no mundo caso o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã continue até junho. O dado foi divulgado na última terça-feira(17).
Atualmente, cerca de 318 milhões de pessoas já vivem nessa situação. Porém, caso ocorra um agravamento do cenário, este número pode superar o recorde registrado após a Guerra da Ucrânia, quando 349 milhões enfrentaram dificuldades para se alimentar.
Segundo o relatório, o aumento da fome está ligado à alta no preço do petróleo. O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, teve o transporte afetado, impactando também o envio de gás e fertilizantes.
A redução no fornecimento de fertilizantes pode prejudicar a produção agrícola, principalmente em países mais vulneráveis. Regiões como Ásia, África e partes da América Latina estão entre as mais afetadas, por dependerem da importação de alimentos e energia.
Em nota, o diretor de operações do PMA, Carl Skau, alertou que a continuidade do conflito deve agravar a situação global, atingindo principalmente as famílias que já enfrentam dificuldades para garantir a próxima refeição.







