A deputada federal Érika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em um processo que gerou forte repercussão política. A votação terminou com 10 votos favoráveis e 12 em branco, o que, ainda assim, garantiu sua eleição conforme as regras internas da Casa, que consideram eleita a candidatura com maioria simples entre os votos válidos.
A eleição foi alvo de críticas da deputada Julia Zanatta, que classificou o resultado como ilegítimo e questionou a condução do processo. Segundo ela, o número de votos em branco indicaria falta de representatividade da nova presidente frente às mulheres brasileiras, levantando dúvidas sobre a legitimidade política da escolha.
Zanatta anunciou que pretende recorrer ao presidente da Câmara dos Deputados e afirmou já ter protocolado uma representação no Conselho de Ética. Além disso, a parlamentar informou que deve propor a realização de uma audiência pública para discutir o tema e, segundo ela, ouvir mulheres que se sentem prejudicadas ou não representadas pela atual gestão da comissão.
Em resposta ao cenário de tensão, a eleição de Érika Hilton também é vista por aliados como um marco simbólico, já que ela é uma das primeiras mulheres trans a assumir posição de destaque no comando de uma comissão permanente.








