A Justiça de Brasília rejeitou o pedido da deputada Gleisi Hoffmann para obrigar o senador Flávio Bolsonaro a retirar um vídeo publicado em suas redes sociais. A parlamentar alegava que o conteúdo associava sua imagem a práticas de violência e autoritarismo, solicitando a remoção imediata do material.
Ao analisar o caso, a 22ª Vara Cível entendeu que não houve abuso que justificasse a retirada do vídeo. Na decisão, a magistrada destacou que, embora o conteúdo tenha tom provocativo e utilize imagens fortes, ele está dentro dos limites da liberdade de expressão garantida pela Constituição, especialmente no contexto de críticas políticas.
A juíza também ressaltou que figuras públicas estão sujeitas a um nível mais amplo de exposição e contestação, e que o vídeo não configura acusação direta de crime, mas sim um juízo de valor. Dessa forma, não ficou caracterizado, em análise inicial, qualquer ilícito que justificasse a concessão de liminar.
Com a negativa, o processo seguirá em segredo de Justiça, e Flávio Bolsonaro deverá apresentar sua defesa formal nos próximos dias. A magistrada ainda optou por não marcar audiência de conciliação, avaliando que um acordo entre as partes é improvável neste momento, reforçando o entendimento sobre a ampla proteção à liberdade de expressão no debate político.







