17 de março de 2026
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Caminhoneiros ameaçam greve nacional e cobram solução para alta do diesel

Caminhoneiros de diversas regiões do Brasil articulam uma possível paralisação nacional diante da alta no preço do diesel e da insatisfação com medidas adotadas pelo governo federal. A mobilização envolve motoristas autônomos e também trabalhadores contratados por empresas de transporte.

Segundo Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a categoria já deliberou pela paralisação, mas ainda não há data definida. Lideranças buscam ampliar a adesão com entidades regionais, cooperativas e transportadoras.

A principal queixa é que o pacote anunciado pelo governo para reduzir o custo do diesel perdeu efeito após reajuste promovido pela Petrobras nas refinarias. A estatal elevou o preço do combustível logo após medidas como a zeragem de tributos federais e subsídios ao setor, o que, segundo os caminhoneiros, anulou a redução esperada.

Além disso, a categoria cobra o cumprimento da tabela de frete e medidas como isenção de pedágio para caminhões vazios. Os motoristas também denunciam falhas na fiscalização por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável por garantir o piso mínimo do transporte rodoviário.

O tema já mobiliza o Governo Federal do Brasil, que iniciou conversas com representantes da categoria. Apesar disso, há desconfiança quanto à efetividade das negociações. Estados também resistem a reduzir o ICMS sobre o diesel, alegando perdas anteriores e falta de repasse das reduções ao consumidor.

Com custos elevados e margens pressionadas, caminhoneiros afirmam que a paralisação pode se tornar o principal instrumento de pressão caso não haja medidas concretas para garantir previsibilidade no setor.