O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (16) o fechamento imediato da chamada “sala-cofre” da CPMI do INSS, onde estão armazenados dados da investigação contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão ocorre em meio a suspeitas de violação das regras de acesso ao material sigiloso.
De acordo com informações, há indícios de que assessores teriam burlado as normas ao entrar no local com óculos com capacidade de gravação e câmeras escondidas no corpo. O acesso à sala era restrito a parlamentares e auxiliares, que só podiam portar papel e caneta, justamente para preservar o sigilo das informações analisadas.
Na decisão, o ministro destacou a necessidade de proteger dados sensíveis, incluindo conteúdos ligados à vida privada dos investigados. Relatos apontam que o material acessado continha inclusive registros íntimos, o que reforçou a preocupação com possíveis vazamentos. Mendonça determinou que ninguém mais tenha acesso ao conteúdo até nova ordem.
Além disso, o ministro ordenou que a Polícia Federal do Brasil, em conjunto com a presidência da CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social, faça uma revisão detalhada dos equipamentos e documentos apreendidos. A medida prevê a separação de informações de caráter estritamente privado, evitando que esse tipo de conteúdo seja compartilhado com a comissão, ampliando ainda mais a tensão em torno das investigações.








