16 de março de 2026
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Lula avalia propor volta da Petrobras à distribuição de combustíveis

O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia incluir, em seu plano de governo para as eleições de 2026, a proposta de retorno da Petrobras ao mercado de distribuição de combustíveis no Brasil.

A discussão ocorre dentro do governo federal em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de energia. No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a presença de postos ligados à Petrobras poderia ampliar a concorrência e ajudar a reduzir distorções nos preços cobrados ao consumidor.

Integrantes do governo argumentam que, mesmo quando a antiga BR Distribuidora, hoje Vibra Energia, controlava cerca de um terço do mercado, os valores praticados serviam como referência e dificultavam cobranças consideradas abusivas por outras empresas.

No entanto, o contrato de venda da BR Distribuidora, realizado em 2019, incluiu uma cláusula de não concorrência. Com isso, a Petrobras está impedida de criar ou operar uma nova rede de postos que dispute esse mercado até meados de 2029.

Desde o início do atual governo, ministros também têm reclamado que as reduções de preços feitas pela Petrobras demoram a chegar ao consumidor final. Na última semana, integrantes da equipe econômica se reuniram com representantes do setor para cobrar que postos repassem as reduções de impostos e subsídios anunciados pelo governo.

Além disso, o governo decidiu reforçar o papel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na fiscalização do mercado. A gestão também determinou que postos exibam de forma clara a redução de tributos e estabeleceu multas que podem chegar a R$ 1 bilhão em caso de descumprimento das regras.