Relatórios da equipe de saúde que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro na unidade prisional da Papudinha indicam que o quadro clínico dele apresentou piora rápida poucas horas antes da internação em um hospital de Brasília.
De acordo com os registros, na quarta-feira (11) Bolsonaro foi avaliado em bom estado geral e chegou a realizar uma caminhada de cerca de 4,2 quilômetros. Naquela noite, os profissionais de saúde não registraram queixas relevantes, embora tenham observado pequenos episódios de desequilíbrio durante a atividade física.
Na quinta-feira (12), as avaliações da manhã e da tarde também apontaram sinais vitais dentro da normalidade e poucas crises de soluço. No último atendimento do dia, às 20h45, o ex-presidente foi descrito como “lúcido e orientado”. O relatório ainda menciona que ele caminhou cerca de 5 quilômetros, embora a saturação de oxigênio já estivesse levemente reduzida, em 93%.
A situação mudou durante a madrugada de sexta-feira (13). Segundo o documento, a equipe médica foi acionada por agentes penitenciários às 6h45 após Bolsonaro apresentar calafrios. Ele relatou que por volta das 2h da madrugada sentiu náuseas e tremores.
Na avaliação realizada pelos profissionais, o ex-presidente apresentava febre e queda significativa na saturação de oxigênio, que chegou a 82%, nível considerado preocupante. Diante da persistência dos sintomas, a equipe decidiu pela transferência para atendimento hospitalar, acionando uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
No hospital, Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e permanece internado em unidade de terapia intensiva. Segundo o boletim médico mais recente, o estado de saúde é considerado grave, porém estável.







