Uma reportagem da revista Revista Fórum aponta que a marcha de apoiadores que acompanhou o deputado federal Nikolas Ferreira, popularmente conhecida como “Caminhada Pela Liberdade” e “Marcha Acorda Brasil”, de Paracatu (MG) a Brasília, em fevereiro deste ano, contou com uma estrutura digital organizada para ampliar o alcance de conteúdos nas redes sociais.
Segundo a investigação, um grupo de “clipadores”, criadores de conteúdo que editam trechos curtos (“cortes”) de vídeos longos, como podcasts, lives e entrevistas, teria sido recrutado para editar e compartilhar vídeos do parlamentar em grande escala. O material seria distribuído em alta qualidade para que integrantes produzissem cortes e publicassem em páginas criadas especificamente para o movimento. A coordenação da estrutura teria envolvido o empresário Gabriel Schmidt, que se apresenta como diretor de marketing político de Pablo Marçal.
De acordo com a reportagem, o grupo utilizava aplicativos de mensagens para organizar a produção e a aprovação dos vídeos antes da publicação. Especialistas em direito eleitoral afirmam que, caso haja comprovação de financiamento irregular ou uso de recursos não declarados, a prática pode levantar questionamentos sobre abuso de poder econômico e impulsionamento irregular durante o período de pré-campanha.








