11 de março de 2026
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Eleição de Erika Hilton para Comissão da Mulher gera embate e acusações entre deputadas

A eleição da deputada federal Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados provocou forte reação da deputada Júlia Zanatta. Em publicação nas redes sociais, Zanatta afirmou que a escolha representa uma “derrota para as mulheres na semana da mulher”. A parlamentar do Psol foi eleita com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco, após acordo entre líderes partidários que garantiu ao partido o comando do colegiado por mais um ano.

Segundo Zanatta, parlamentares contrários à indicação de Hilton chegaram a articular uma estratégia para barrar a eleição por meio de votos em branco e tentativa de esvaziar o quórum da votação. A deputada afirmou que a estratégia acabou frustrada após a participação de deputados que compareceram à votação, o que garantiu o quórum necessário para a escolha da nova presidente. Nas redes sociais, ela ainda ironizou que, no próximo ano, pretende indicar o deputado Sargento Fahur para comandar a comissão.

Já Erika Hilton celebrou a eleição e afirmou que assume o cargo em meio a críticas de setores que, segundo ela, tentam deslegitimar sua atuação. Em postagem no X, a parlamentar disse que a presidência da comissão é uma “responsabilidade gigantesca” e criticou opositores que, em suas palavras, promovem discursos de ódio e retrocessos nos direitos das mulheres.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara discute e vota temas ligados à proteção e promoção de direitos femininos, como políticas de apoio a mulheres chefes de família, monitoramento da saúde materno-infantil, condições de trabalho das mulheres, especialmente no campo, e campanhas de conscientização sobre o papel da mulher na sociedade. Erika Hilton sucede a deputada Célia Xakriabá na presidência do colegiado.