11 de março de 2026
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Trump diz que guerra com o Irã pode terminar em breve e afirma que restam poucos alvos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que o conflito contra o Irã pode terminar em breve. Segundo ele, as forças americanas já atingiram a maior parte dos alvos estratégicos previstos na operação militar.

Em entrevista por telefone ao portal Axios, Trump declarou que a campanha militar está avançando além do esperado. “Restam poucos alvos. Quando eu quiser que termine, terminará”, disse. O presidente também afirmou que a ofensiva está “muito à frente do cronograma” e que os danos causados ao adversário superaram as expectativas iniciais.

A guerra envolve diretamente Estados Unidos e Israel contra o Irã e começou em 28 de fevereiro, após um ataque conjunto que matou o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão iraniano também foram mortas, além da destruição de navios militares, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outras estruturas estratégicas, segundo autoridades americanas.

Em resposta, o governo iraniano realizou ataques contra interesses ligados aos EUA e a Israel em vários países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca confirmou ao menos sete mortes de soldados americanos ligadas diretamente aos ataques iranianos.

O conflito também atingiu o Líbano após o grupo armado Hezbollah, aliado de Teerã, lançar ataques contra Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel intensificou bombardeios contra posições do grupo no território libanês, onde centenas de pessoas já morreram.

Após a morte de grande parte da antiga liderança iraniana, um conselho religioso escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do país. Analistas avaliam que a mudança deve representar continuidade da atual linha política do regime.