O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (10) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o avanço da regulamentação do trabalho por aplicativos no país. Segundo ele, a atual relação entre plataformas e trabalhadores precisa ser revista para garantir mais equilíbrio e direitos.
Durante a declaração, Boulos citou o caso de motoristas da Uber, afirmando que as plataformas chegam a reter até metade do valor das corridas. “Uma viagem de 100 reais, a Uber fica com 50 reais, sendo que o carro, a gasolina e todo o custo são do motorista”, disse o ministro, ao defender mudanças nas regras do setor.
Ele também mencionou a situação dos entregadores da iFood, destacando que muitos recebem valores considerados defasados por entrega e não possuem garantias trabalhistas. Entre as propostas defendidas pelo governo está a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, com adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado, reivindicação apresentada por trabalhadores do setor.
Boulos afirmou ainda que o governo pretende manter o diálogo com o Congresso Nacional para construir uma legislação específica para motoristas e entregadores de aplicativos. Segundo ele, a regulamentação deve garantir direitos e evitar que o modelo de plataformas seja ampliado para outras profissões sem proteção trabalhista.








