10 de março de 2026
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Ataques de Israel no Líbano mataram ao menos 83 crianças e deixaram centenas de mortos de acordo com a ONU

© Reuters/Ammar Awad/proibida a reprodução

A intensificação dos ataques de Israel no Líbano tem provocado um número crescente de mortes entre civis, principalmente crianças. Dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que pelo menos 83 crianças morreram desde o início da ofensiva, o que representa uma média superior a 10 mortes por dia. Os ataques começaram depois que o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, disparou projéteis contra Israel em reação a bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos.

De acordo com a Unidade de Gerenciamento de Riscos de Desastres do Líbano, ao menos 570 pessoas morreram no país desde 2 de março. O avanço dos ataques também obrigou centenas de milhares de moradores a deixarem suas casas. Israel emitiu ordens de retirada para várias regiões do sul do país, especialmente áreas próximas ao rio Litani. Com isso, cerca de 760 mil pessoas foram deslocadas, o equivalente a quase 13% da população libanesa, estimada em 5,9 milhões de habitantes.

Organizações humanitárias alertam que a situação dos deslocados é preocupante. Muitos enfrentam viagens longas e difíceis para chegar a abrigos improvisados, que muitas vezes não têm estrutura adequada. Idosos, crianças e mulheres grávidas estão entre os mais afetados. Entidades de direitos humanos também apontam semelhanças entre a ofensiva no Líbano e a operação militar de Israel na Faixa de Gaza após os ataques de 7 de outubro, que deixou mais de 72 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde local. Segundo o diretor da ONG Medical Aid for Palestinians, Steve Cutts, ações como deslocamento em massa da população e dificuldades para a ajuda humanitária têm se repetido no atual conflito.